Vigiados ou manipulados?

Os chips tolherão a sua liberdade e você deixará de viver a sua individualidade

Mais do que isso,  no futuro poderemos ser “chipados” com inteligência artificial, numa tentativa de suprir uma demanda de habilidades exigida pelo mercado. “A conversa pode ir longe, mas chegará sempre na filosofia, na ética e na moral“.

Quando olhamos para o campo da medicina, a mesma vigilância que é temida pode ser bem-vinda, como parte de um tratamento ou da prevenção de problemas futuros.

A bioelétrica e a biocomputação vêm sendo estudadas para auxílio de pessoas com Alzheimer, monitoramento de nível de glicose em diabéticos, detecção de biomarcadores que sinalizem se a pessoa está doente ou perto de um infarto, entre outras coisas. Com o chamado implante coclear, um chip no tronco do cérebro, pacientes surdos consegue perceber sons.

Visto assim esse tipo de biochip não soa tão assustador, certo?

“Mais cedo ou mais tarde seremos chipados”

Em 2017, a Three Square Market, empresa de Wisconsin (EUA), anunciou que havia substituído os crachás de seus funcionários por microchips. A medida foi atacada por especialistas e autoridades que viam ali uma possibilidade de o empregador condicionar a vaga ao uso do chip —e, com ele, monitorar cada atividade do funcionário, inclusive pausa, idas ao banheiro, duração do seu almoço, quanto tempo durou sua folga. Isso seria possível com a instalação de leitores RFID/NFC por todos os cantos da empresa.

Na época, o CEO da companhia, Todd Westby, disse que a adesão era totalmente voluntária. “Somos uma empresa de tecnologia, e os funcionários naturalmente se interessam pelo que é novo“, disse ele à BBC Brasil. Ele também contou que dois hospitais brasileiros haviam demonstrado interesse em realizar testes com o chip em pacientes com doenças degenerativas. “O Brasil será nosso próximo mercado“, anunciou.

Claro que houve quem suspeitasse que o anúncio era uma jogada de marketing. Mas, no auge do frisson, a professora de sociologia na Universidade de Wisconsin-Milwaukee Noelle Chesley defendeu, em extensa reportagem do “USA Today”, que a humanidade já deveria se acostumar com a ideia: dez anos atrás, os funcionários também não conferiam os emails corporativos no fim de semana, mas isso foi sendo incorporado aos hábitos, “gostemos ou não“. Os chips, afirmou a especialista, serão onipresentes —seja debaixo da pele ou acoplados em algum gadget vestível.

Michel Daoud Yacoub, professor titular de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), concorda: “Mais cedo ou mais tarde seremos ‘chipados’

Apesar de ser taxativo, o especialista contou em entrevista ao Tilt que não está animado. Para ele, apesar dos prós, estaremos perdendo, e não ganhando, liberdade. “Eu, particularmente, não gostaria de viver este tempo. Tudo bem que hoje já se vive parte disso com as redes sociais. Mas elas são opcionais. Uma vez instalados, os chips serão parte integrante (dos corpos).”

Mas vejam agora este video e tire as suas ilações: 

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